estudar inglêsComeço de ano! Com o calendário zerado, mais uma vez tentamos nos organizar para o novo ano: começar a dieta, a academia, o curso de pós, a leitura daquele livro que está atrasada há tempo e, como não poderia ser diferente, o curso de inglês.

No que se refere a este último, é muito comum que, antes de começar um curso de inglês (ou de qualquer outro idioma), o futuro estudante se depare com alguns mitos sobre o que é e como é aprender inglês. Afinal, grande parte do público a quem se destina um curso de língua estrangeira é leigo, portanto, é natural que haja alguma confusão.

Nesses anos trabalhando com o ensino de inglês, nos deparamos com alguns desses equívocos.

Perguntas comuns de quem vai estudar inglês

  • Para aprender inglês tenho que saber traduzir?

Para muita gente, o ato de aprender inglês está diretamente ligado ao ato de traduzir literalmente, ou seja, palavra por palavra. Essa ideia certamente remonta ao período em que estudávamos inglês na escola regular, no qual a principal tarefa envolvia traduzir palavras, frases e textos de forma, quase sempre, literal.

Traduzir, porém, é uma atividade técnica, que requer formação e/ou habilidade específica. Naturalmente, espera-se que um bom tradutor seja também um bom falante/conhecedor de inglês, mas o contrário não precisa ser verdadeiro.

Falar uma língua estrangeira é o mesmo que apropriar-se de um conjunto de aspectos não apenas linguísticos, mas também socioculturais, que muitas vezes não faz sentindo se traduzido para uma outra língua. Um grande exemplo disso são as expressões idiomáticas, que muitas vezes, são intraduzíveis, pois refletem não apenas palavras, mas uma maneira por meio da qual o falante organiza o pensamento.

Por exemplo:

He made a mountain out of a molehill.

Tradução literal: Ele fez do monte uma montanha.

Tradução equivalente: Ele fez uma tempestade em copo d’água.

Perceba que a tradução literal não faz sentido algum em nossa língua. É necessário entender o contexto de uso em uma língua e buscar aspectos culturais equivalentes na outra. Certamente, para os falantes de inglês, usar a analogia do monte e da montanha para significar exagero está ligado a aspectos culturais e históricos, que nós, falantes de português, não vivenciamos. Para nós, a analogia entre a tempestade e o copo d’água cumpre essa tarefa melhor.

Portanto, traduzir literalmente não é o caminho. O caminho é conhecer as características da língua nova e, para tal, precisamos estudar bastante.

  • Ser fluente em inglês é saber falar qualquer coisa?

“A redução dos corantes azo é rápida, mas em alguns casos, resulta em aminas aromáticas carcinogênicas”.

Temos aqui uma frase, escrita em língua portuguesa, em cuja qual, acredito eu, quase todos vocês sejam falantes nativos, não é mesmo? A não ser que você tenha conhecimento formal em química, física ou biologia, é BASTANTE provável que essa frase não signifique nada para você.

Assim, mesmo sendo falantes fluentes de língua portuguesa, podemos nos deparar com textos ou informações em nossa própria língua e não estarmos aptos a decodificar. Portanto, ser falante fluente não significa saber dizer qualquer coisa em uma determinada língua. Significa apenas que o falante tem um conhecimento linguístico muito próximo ao de um falante nativo, mas não necessariamente igual, e que está apto a falar e dar detalhes daquilo que pensa, observa e analisa usando vocabulário e estrutura linguística específicos.

  • Só dá para aprender inglês se viajar/morar em um país de falantes nativos?

Viver em outro país temporariamente para aprender uma língua diferente é, sem dúvida, uma experiência única e deveria estar ao alcance de todas as pessoas. Entretanto, não é 100% necessário para aprender inglês ou qualquer outra língua. Atualmente, com o desenvolvimento da Internet, podemos nos comunicar com pessoas em todas as partes do mundo em tempo real. Podemos até mesmo simular imersões em outras línguas facilmente. Além disso, nosso acesso a séries de TV, filmes e programas em inglês, nunca foi tão grande.

Vale ressaltar também que a vivência em outro país nem sempre é garantia de aprendizado. Não são raros exemplos de brasileiros que vão para o exterior com amigos(as), namorado(a) e/ou cônjuge e falam português o tempo todo. Nesses casos, as pessoas raramente ampliam satisfatoriamente seus conhecimentos na língua estudada.

  • Se eu fizer um curso conceituado ou estudar com um bom professor, vou aprender inglês mais rápido?

Imagine que você vai a academia para perder peso a pedido do médico. Ele passa uma dieta associada a atividades físicas. Não importa se ele é o melhor médico do mundo, nem se você contratou o melhor personal trainer para ajudá-lo. Se as instruções médicas e atividades físicas não forem seguidas adequadamente, nada disso fará diferença.

Aprender inglês não é diferente. Não adianta investir pesado em cursos e professores particulares se você não estiver disposto a estudar muito. Não adianta ter pressa, pois não existe solução mágica; é necessária uma mudança de hábitos, empenho e muita dedicação para aprender um novo idioma.

  • Só dá para aprender inglês se estudar em escolas ou cursos específicos?

Estudar com supervisão de um professor sempre é recomendável, pois ele está apto a escolher a melhor abordagem, método e material para as necessidades do aluno. Entretanto, não é a única maneira.

Como vimos no item 3, com o surgimento da Internet, a distância entre nós e o conhecimento novo está apenas há alguns cliques.

Com disciplina, dedicação e organização, você consegue aprender bastante de forma autodidata. Há vários sites, aplicativos para celular e tablets que podem auxiliá-los.

Clique aqui e veja alguns exemplos que recomendamos aos nossos alunos.

Certamente, essa discussão não termina aqui e há ainda muito a se consideram sobre cada um desses itens. Compartilhem conosco suas experiências e dúvidas e, se gostar, compartilhe.

 

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nãoMuita gente não gosta de inglês, mas “precisa” aprender inglês. Os motivos para não gostar são muito subjetivos, entretanto é importante saber lidar com este sentimento e evitar que ele vire um obstáculo. Quem não gosta de inglês costuma criar algumas desculpas para convencer a si mesmo do porque não aprendem e, como resultado, ficam “andando em círculos” sem perceber evolução. Se você se identificou com essa situação, que tal ler estas dicas e parar com estes hábitos que, sem querer, boicotam o seu aprendizado?

1. NÃO traduza!

A tradução pode até te ajudar nos seus primeiros passos, principalmente a desenvolver uma sensação de segurança, mas não deve ser mantida por muito tempo.

Traduzir tudo o que você pensa é ineficiente, demorado e cria dependência com a língua mãe. Tente compreender as mensagens pelo contexto, mesmo que não entenda palavra por palavra.

2. NÃO TENHA medo de errar!

Todo processo de aprendizagem implica em tentativa e erro; foi assim quando você aprendeu a falar o seu próprio idioma, quando aprendeu a amarrar os sapatos ou a andar de bicicleta. Errar é uma etapa obrigatória do processo de aprendizagem, portanto, ter medo de errar é ter medo de aprender.

Além disso, ao errar, você tem chance de ter seus erros corrigidos e, assim, aprender. Lembre-se: o seu foco primário deve ser a comunicação. A precisão e fluência vêm com o tempo.

3. NÃO se deixe enganar com métodos milagrosos!

Esqueça qualquer método que promete resultado em um período de tempo pré-definido. As pessoas são diferentes umas das outras em vários sentidos. Elas diferem quanto a:

– Forma de aprendizado
– Conhecimento prévio
– Capacidade cognitiva
– Disciplina
– Pré-disposição para idiomas

Portanto, é impossível determinar em QUANTO tempo alguém vai se tornar fluente em um idioma. Fuja de propostas tentadoras como 12, 18 ou 24 meses. A estrada do aprendizado é sua e só você consegue determinar este tempo. O “grande segredo” para aprender um idioma continua sendo muita exposição à língua que se pretende aprender e prática das 4 habilidades. E claro, tudo com muita persistência, dedicação e paciência.

Para entender mais sobre quanto tempo leva para ficar fluente, leia este post do Tecla Sap no qual o Ulisses Wehby brilhantemente fala a respeito do assuno.

4. NÃO aprenda APENAS na sala de aula!

Estudar em uma escola ou com professor particular é ótimo porque você tem a chance de tirar dúvidas e interagir com outros alunos, mas não é o suficiente. Para realmente aprender um idioma, você precisa vivencia-lo todos os dias fora da sala de aula. Além de agilizar o seu processo de aprendizagem, irá ampliar seu vocabulário e tornar a sua capacidade de comunicação mais abrangente que a daqueles alunos que aprendem só o que o professor ensina.

5. NÃO ignore as 4 habilidades.não

Às vezes, ao querer apenas “falar inglês”, muitos alunos esquecem de se dedicar às demais habilidades (ouvir, ler e escrever). Isto é um grande erro pois elas se complementam. Por mais que o seu foco seja falar, não é possível falar sem ouvir, uma vez que você precisa entender o que as outras pessoas falam para manter um diálogo. Ler é uma forma muito eficaz de internalizar vocabulário e regras gramaticais de forma contextualizada (o que ajuda muito na hora de falar). E escrever é uma forma de produzir o discurso de modo mais controlado, pois você “pensa mais antes de escrever” e tem, portanto, a chance de organizar o pensamento. Ao desenvolver esta habilidade, na hora de falar, você conseguirá dizer o que pensa de forma mais articulada e objetiva.

6. NÃO fique nervoso!

Fale inglês SEMPRE que tiver oportunidade, seja em uma reunião no trabalho, ou ajudando um estrangeiro que apareceu perto de você. Não hesite muito antes de falar, nem alimente medos bobos, afinal, o pior que pode acontecer é não ser entendido pelos outros.

Em quase tudo na vida, precisamos sair de nossa zona de conforto se quisermos evoluir e para aprender inglês não é diferente. Em outras palavras, “se jogue”! Quanto mais você falar, mais confiante você vai se sentir e, por consequência, mais rápido vai se tornar fluente.

7. NÃO ache que só você comete erros e que todo mundo é fluente.

Muita gente tem medo de falar pois acha que vai cometer erros. Acredito que os erros são inevitáveis, mas também acredito que, em muitos casos, eles são IMPERCEPTIVEIS, de modo que só alguém que esteja realmente prestando atenção (por exemplo: seu professor) vai percebê-los.

De acordo com o linguista David Crystal, há mais falantes de inglês não-nativos do que falantes nativos numa proporção de 03 para 01. O que implica que há mais falantes de inglês na sua situação do que você imagina. E mesmo que sejam capazes de se comunicar, na maioria das vezes, não estão prontos a corrigir ou perceber o erro do outro.

não8. NÃO desista!

Todo começo é difícil, mas se você insistir e mantiver o foco, muitas coisas irão virar hábito e então você vai perceber que aprender inglês pode ser bem mais fácil e prazeroso do que você imaginava.

Assim como os atletas profissionais, que precisam treinar duro mesmo quando já são os melhores de suas categorias, você precisa fazer o mesmo. Mantenha contato com o idioma diariamente. É a única forma de manter o seu inglês afiado, não “esquecer” vocabulário ou as estruturas das frases.

9. NÃO se compare com os outros falantes de inglês!

Ninguém sabe tudo, então pare de pedir desculpas por não falar inglês perfeitamente. Não importa em que nível você esteja agora, você lutou para aprender o que sabe e deve se orgulhar de suas conquistas. Não fique chateado porque estuda há três anos e fala menos que aquele seu colega que estuda há apenas um. Cada um tem seu ritmo e o importante é não desistir de seguir o seu caminho.

10. NÃO encare o aprendizado como uma tarefa ou obrigação.

Se você sempre associar a ideia de aprender a algo que é chato, entediante e repetitivo, vai realmente ser bem difícil alcançar a sua meta, pois será difícil se manter motivado o tempo inteiro.

Por isso, tente associar o aprendizado de inglês a coisas que você gosta de fazer e não a algo que você “tem que fazer”. Escolha atividades que te ajudem a aprender enquanto se diverte. Seguem algumas ideias:

– Se você está numa fila, tente criar frases mentais sobre as outras pessoas da fila.
– Ouça músicas em inglês enquanto pratica seu esporte ou hobby favorito.
– Se você é fã de redes sociais, tente seguir e interagir com canais que dão dicas de inglês…
– Assista vídeos em inglês no YouTube sobre temas que você se interessa: maquiagem, lutas, corridas, games, receitas, etc….

Ao inserir o inglês nas suas atividades de lazer, logo o aprendizado se tornará mais agradável e, por isso mesmo, mais proveitoso, afinal, você já ouviu falar de alguém que obteve sucesso fazendo algo que odeia?

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razoes

Trabalho com o público adulto há pelo menos 15 anos, sendo que nos últimos 05 pude me dedicar EXCLUSIVAMENTE a aulas particulares para adultos e pude observar o comportamento deste público. É normal que em um determinado momento, o aluno decida não continuar o curso, seja por questão financeira, por falta de tempo ou por problemas pessoais. O problema é que na maioria dos casos, o aluno decide parar sem ter atingido seu objetivo, e infelizmente isto é frustrante tanto para o aluno quanto para o professor. Por isso, decidi organizar aqui as minhas observações e tentar mostrar a você porque você deve continuar o seu curso de inglês.

Inglês não é gasto e sim investimento.

Com certeza você já ouviu que Educação não é gasto e sim investimento. Se você pensa que esta é apenas uma forma das escolas e professores “venderem os seus cursos”, talvez esteja na hora de rever os seus conceitos. Aprender qualquer habilidade é sim um investimento que você faz em si mesmo (ou seja, no seu bem mais precioso), pois é um curriculum cheio de conhecimentos e habilidades que vai fazer com que você se destaque no mercado de trabalho.

No caso especifico do inglês, ele é necessário para praticamente todas as áreas de trabalho, uma vez que a presença das multinacionais está cada vez mais forte e que as empresas nacionais estão cada vez mais interagindo no mercado em internacional.

Você acha que vai retomar o curso no próximo semestre.

Muitos alunos param o curso pensando em voltar no próximo semestre, mas na minha experiência profissional, isto acontece numa proporção menor que 5%. Quando me procuram pela 1ª vez, muitos falam que já estudaram inglês mas estão “parados há algum tempo” e este tempo raramente é menor que “05 anos”.

Acontece que mesmo que você tenha a intenção de retomar o mais rápido possível, é bastante provável que outras coisas comecem a acontecer na sua vida de forma e você acaba “esquecendo” do inglês. Quando você finalmente decide continuar o seu curso, é provável que já tenha “esquecido” muita coisa e precise rever várias coisas que já viu antes.

O ideal é que você tente adaptar a sua vida AGORA e levar em frente o seu objetivo AGORA, economizando assim TEMPO e DINHEIRO.

Você não vai ter disciplina para continuar a estudar por conta própria.

Responda honestamente: quando você está fazendo aulas em escola ou com professor, você faz 100% dos exercícios solicitados em dia e segue TODAS as orientações de atividades extra classe do seu professor? Você costuma pedir atividade extra para o seu professor? Você tem um horário pré-definido de estudo e o cumpre com pontualidade?

Se você respondeu que SIM a TODAS as perguntas, é possível que você tenha disciplina para estudar por conta própria, mas na prática, a maioria dos alunos não consegue responder que SIM a todas estas perguntas. Neste caso, reflita sobre outra questão: se você não consegue manter uma disciplina de estudo enquanto tem o acompanhamento de um professor, porque você manteria esta disciplina por conta própria?

Encontre o meio-termo e faça o possível para continuar.

Se você está parando o curso porque o orçamento está pesado, já pensou em conversar com seu professor ou escola e reduzir a carga horária de estudo? Esta alternativa também te ajuda em relação a tempo também. Talvez você pense que estudar 1,5h por semana não seja tão bom quanto estudar 3h por semana, mas veja por outro ângulo: 1,5h/a semanais é mais do que “0 horas semanais”.

Se você faz aulas VIP, outra opção para melhorar o valor do investimento é procurar aulas em duplas, pois desta forma você mantem contato com o inglês e ainda aumenta seu vocabulário e as chances de conversação, afinal, aprender um idioma é aprender a interagir e a se comunicar.

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O seu concorrente profissional fala inglês.

O Brasil passa por uma época de crise e muitas empresas já estão começando a enxugar o seu quadro de funcionários. Na hora dos cortes, quem você acha que eles vão dispensar: o “gerente de RH” ou o “gerente de RH que se atualiza e fala inglês?”. Quem você dispensaria?

Se você está desempregado e está procurando chances no mercado de trabalho, quem você acha que tem mais chances de ser contratado:  o “gerente de RH” ou o “gerente de RH que se atualiza e fala inglês?”.

Em outras palavras, inglês pode ser o diferencial que vai garantir o seu emprego e até mesmo uma promoção no futuro.

Você realmente não tem tempo ou dinheiro?

Esta pergunta é super válida pois muitas vezes, o que falta é prioridade. Muitos alunos param o inglês mas continuam mantendo outros gastos que por mais prazerosos que sejam, não teem o mesmo caráter de investimento. Talvez deixar de comprar aquele celular na moda este ano e manter o inglês seja mais inteligente, uma vez que o inglês é algo que você não “vai perder” e que vai te ajudar a crescer pessoal e profissionalmente. O mesmo se refere a tempo, será mesmo que você não tem tempo, ou talvez falte um pouco de planejamento? Quanto temos muitas atividades, é importante priorizar e se organizar, afinal, vai dizer que você não tem 15 minutos por dia?

Estas são apenas alguns motivos pelos quais eu acho que parar de estudar inglês antes de ter atingido o seu nível necessário de fluência é uma má ideia, são motivos gerais, que se aplica, a quase todo mundo, porém tenho certeza que em casos específicos, podemos pensar em ainda mais razões para continuar. O fato é: como você se imagina daqui a 5 anos no que se refere a inglês? Parar agora vai te ajudar a alcançar este objetivo? Se a resposta for NÃO, você já sabe que decisão tomar.

 

 

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15 minutos para aprender iinglês

Sendo professora há mais de 15 anos e tendo dedicado os meus últimos 5 anos a atender apenas ao público adulto, é claro para mim que as rotinas estão cada vez mais apertadas e que a “falta de tempo” tem sido um dos principais obstáculos para que as pessoas aprendam inglês. Porém, acredito que com planejamento e foco sempre conseguimos driblar os obstáculos e tento sempre ensinar aos meus alunos que conseguimos sim aprender inglês, mesmo que só possamos nos dedicar 15 minutos por dia.

Dia desses, lendo este artigo da Thais Godinho (blog Vida Organizada) sobre como acabar com a tralha em apenas 15 minutos, pensei que seria uma boa adaptar a ideia para a realidade daqueles que precisam aprender inglês mas não tem tempo. Sugiro que leiam o artigo da Thais para entender melhor a ideia, que é bem simples, trata-se apenas de estabelecer uma rotina de 15 minutos diária para se dedicar a algo (no nosso caso, aprender inglês).

20 Atividades para aprender inglês em apenas 15 minutos:

1. Praticar gramática, mesmo que seja apenas 01 ou 02 questões.

2. Assistir vídeos de um minuto no English in a minute.

3. Ouvir a mesma música várias vezes e tentar entender a letra anotando expressões e palavras.

4. Ouvir música e acompanhar a letra no site Vagalume.

5. Ouvir música e tentar completar a letra no Lyrics Training.

6. Assistir 1 ou 2 vídeos da série da BBC 6-minute-English.

7. Praticar escrita no site One Word, este site te dá uma palavra diferente a cada dia para que você escreva o que vier a cabeça porém apenas durante um minuto. Não pense, apenas escreva!

8. Ouvir podcasts, baixe podcasts com frequência e sempre que tiver um tempinho ouça com atenção. Alguns sites com podcasts são: BBC Podcast, ESL POD, CHINA 232 e Real Life.

9. Assistir vídeos no EngVid.

10. Escreva um parágrafo em inglês contando como foi o seu dia anterior(como um diário).

11. Praticar gramática online. Sites como English Page ou English-Hilfen trazem várias atividades online mas há vários outros sites com esta finalidade.

12. Ler um artigo curto de alguma revista online sobre um tema de seu interesse, ou um trecho de um livro de inglês adaptado.

13. Assista uma palestra do site Ted.com. Há palestras de vários temas e durações diferentes, escolha uma que seja interessante para você.

14. Se o seu livro de estudo tem um Cd-Rom ou um site com atividades, aproveite estes 15 minutos para coloca-los em dia.

15. Mantenha um caderno de vocabulário e anote expressões novas sempre que aprendê-las. Use estes 15 minutos para criar frases com as palavras que você aprendeu.

16. Siga páginas no Facebook ou perfis no Instagram que dão dicas de inglês (como o @teacherrenata) e anote novas expressões no seu caderninho.

17. Re-assista séries (ou seja, episódios que você já viu) e aproveite para fazer anotações de vocabulário. Em 15 minutos você verá apenas metade do episódio, a outra metade você assistirá no seu próximo intervalo de 15 minutos.

18. Baixe algum app de aprendizado de inglês no seu celular, como o Duolingo, Busuu, Babbel e Lingua Leo, entre outros.

19. Ouça novamente algum listening que você ouviu na aula e achou complicado. Se necessário, leia o audioscript.

20. Pratique pronúncia gravando a própria voz e comparando com a pronúncia do dicionário.

O importante é que estes 15 minutos virem rotina, então, tentem organizar a agenda de vocês de forma a estabelecer este intervalo de 15 minutos todos os dias e alternem as sugestões acima para não ficar repetitivo e para ampliar as habilidades praticadas. Se planejem com antecedência, tendo acesso a esta lista e aos materiais necessários em todos os lugares para evitar que caiam na desculpa de “não ter o material com você”. Lembrem-se: “a desculpa de hoje vira o hábito de amanhã”. Mantenham o foco, insistam e o resultado virá!

Se você tiver alguma sugestão de alguma outra atividade que pode ser feita em 15minutos ou se apenas não entendeu como por em prática alguma delas ou tiver qualquer outra sugestão, não deixe de compartilhar conosco. E se gostou do artigo, divulgue com os seus amigos e siga as nossas redes sociais!

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Você também tem dificuldade de formular frases em inglês? Você sente que tem vocabulário, já tem uma boa noção de gramática, mas fica meio perdido na sequência das palavras? Então, seus problemas acabaram!!!

Existe um truque baseado numa sigla que vai ajuda-lo a lembrar a sequência correta das frases em inglês. O truque é uma palavra-mágica:  SVOMPT, que nada mais é que uma sigla com a ordem correta das palavras em inglês.

Vejam o que ela significa:

S – subject – quem faz a ação
V – verb – a ação praticada pelo sujeito
O – object – “o quê” complementa o verbo
M – manner – o modo como a ação é feita
P – place – onde a ação acontece
T – time – quando a ação acontece

A técnica é baseada nos princípios do “Quem fez o que? Com que? Como? Onde e quando?”. Respondendo a estas perguntas simples, não tem como a sua frase não estar completa.

O site Engame publicou um mindmap super legal para ajudar a entender melhor a técnica:

SVOMPT-word-order-mind-map-723x1024

Além disso, vale a pena clicar na imagem e visitar o site, pois lá há dois quizzes super interessante, testando a sua habilidade de criar frases.

IMPORTANTE!

Vale lembrar que não é necessário que todos os termos apareçam em todas as frases. Uma frase pode ter sentido completo se respondermos pelo menos informarem “quem fez o que, mesmo que não traga todos os demais detalhes.

Também é importante salientar que este “truque” é para alunos de níveis básicos, que já tem algum vocabulário mas sentem dificuldade de começar a falar, muitas vezes por insegurança. Uma vez que a estrutura estiver internalizada e o aluno continuar aumentando seu input no idioma, vai perceber que muitas frases fogem desta sequência mais primitiva da fala e é justamente dominar frases mais rebuscadas que vai tira-lo do limbo do nível “intermediário”

Texto adaptado, baseado em artigo publicado pelo site Engames.

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Você tem aquela sensação de estar stuck (bloqueado) no inglês?  Você também sente que Falar entende o que os outros falam e entende o que lê mas as palavras simplesmente fogem quando você precisa falar ou escrever?

Se sua resposta for sim, não se desespere!

É completamente normal se sentir assim, principalmente se você ainda é iniciante e tem menos de 200horas de estudo do idioma. Este “bloqueio” acontece porque o seu input ainda não está sendo suficiente para gerar um output.

Input? Output? O que é isso?

Calma, input é tudo o que você recebe e absorve como informação, no caso da língua seriam os textos que você lê, as músicas que você ouve, as explicações do seu teacher, as séries que você assiste…enfim, todo e qualquer contato que você tenha com o idioma.

Já o output, é o contrário, é tudo o que você consegue produzir, criar com o idioma, são as frases que você fala, as respostas as perguntas do professor, é quando você se esforça para escrever na sua agenda pessoal em inglês, é quando você tenta interagir com as outras pessoas em inglês mesmo que seu vocabulário ainda não seja suficiente.

Agora que você entendeu os conceitos, fica claro que não há output sem haver input, correto? Por isso que eu falei lá em cima que este bloqueio é comum em alunos iniciantes, uma vez que o input deles ainda não foi suficiente.

Se você há estuda há bastante tempo e mesmo assim sente este bloqueio, é necessário tentar aumentar o seu input mesmo fora de aula.  E como fazer isso?

Simples: incorpore hábitos  no seu dia a dia que aumente seu contato com o inglês, ouça mais, leia mais, veja mais! Inscreva-se em canais  no youtube que te ajudarão a aumentar seu input, é gratuito e os videos são curtinhos.

Enfim, deu para perceber que o seu bloqueio tem cura?? Espero ter ajudado!

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fluentemente

Você entende inglês e não consegue falar? Quando participa de reuniões em inglês, você faz anotações, consegue entender (pelo menos de forma geral) mas dá um “branco” na hora de ter que expressar a sua opinião? Não se preocupe! Você não está sozinho! MAS SE… você acha que já fez de tudo (tudo mesmo) e ainda não consegue falar fluentemente,  eu vou pedir pra você se perguntar: “Será mesmo que já fez tudo? Leia estas 10 dicas e avalie se você realmente está no caminho certo ou se está apenas se deixando enganar. Caso esteja, continue e insista!!! Caso contrário, esta é a hora de aprender bons hábitos que vão te ajudar a chegar a quebrar este “medo” da hora de falar.

 

1) Entenda e aceite que não há “formula mágica” para falar fluentemente.

Isto quer dizer que NÃO há fórmulas secretas ou super eficientes que possam garantir fluência rapidamente. Há metodologias diferentes e algumas são melhores que outras (por exemplo, praticar diálogos verdadeiros e usar a língua com frequência ao invés de apenas memorizar regras gramaticais).

No entanto, tornar-se fluente em inglês – ou qualquer outro idioma – é um processo de longa duração.

 

 2) Use inglês no seu dia-a-dia o máximo possível.

Mesmo que você não more em um país de língua inglesa, há vários modos de se fazer isso!

  • Ouça inglês enquanto você dirige para o trabalho.
  • Leia notícias online em inglês ao invés de em sua língua nativa.
  • Pratique pensar em inglês enquanto você está fazendo trabalhos domésticos ou se exercitando.
  • Leia artigos, ouça podcasts e assista vídeos em inglês a respeito de temas que você gosta (isto é muito importante, pois você terá muito mais sucesso se você se divertir durante o processo).

 

3) Equilibre as áreas de aprendizado da língua

Reading (leitura)
Writing (escrita)
Speaking (fala)
Grammar (gramática)
Vocabulary (vocabulário)

Muitos alunos erram ao concentrar-se muito em apenas uma ou duas áreas, o que os torna fracos nas demais. Uma dica é dedicar um dia por semana para estudar e praticar cada área, uma vez que elas estão interligadas. Por exemplo: ao estudar “reading” você está automaticamente absorvendo gramática e vocabulário, o que vai te ajudar a pensar em inglês e por consequência, falar fluentemente.

 

4) Encontre um parceiro de conversação fixo através de um site de “prática de conversação”.

 

fluentemente

 

Se você não tem com quem praticar inglês fora de sala de aula, ou se sente envergonhado de praticar com amigos e parentes, que tal conversar com desconhecidos? Existe alguns sites que reúnem pessoas com o mesmo propósito que o seu: italki.comverbling.comsharedtalk.org,  e outros, você pode conhecer falantes nativos de inglês que querem aprender a sua língua nativa – desta forma, vocês podem ajudar um ao outro a aprender e praticar. Tente falar com o seu parceiro pelo menos uma vez por semana.

 

 5) Leia, assista e ouça inglês em vários contextos diferentes.

Se você assiste apenas programas de notícias em inglês, você será capaz de entender um estilo de inglês mais formal, mas terá dificuldade em entender um diálogo típico entre dois falantes nativos, que é geralmente cheio de gírias e expressões idiomáticas.

Por outro lado, se você assiste só filmes e ouve músicas em inglês, talvez você não seja capaz de entender (ou escrever) um artigo acadêmico ou um relatório profissional. Se você precisar de inglês para o trabalho, aí será dífícil conversar sobre outros assuntos porque você não terá o vocabulário necessário.

Assim, tente ao máximo diversificar o seu contato com inglês: ficção e não ficção, formal e informal, palestras e diálogos, assuntos sérios e comédia, etc.

 

6) Aprenda a pensar em inglês.

fluentemente

 

Este é um dos verdadeiros segredos para atingir a fluência em inglês: como aprender (ou como se acostumar)a pensar em inglês.

Há um passo-a-passo que você pode seguir – primeiro, comece a pensar em palavras isoladas em inglês, depois comece a pensar em frases em inglês e finalmente imagine diálogos inteiros e estórias em inglês.

Esta é uma das melhores formas de praticar inglês, porque se você cometer um erro, ninguém saberá.

 

7) Use palavras novas ao falar – seja criativo!

Um dos maiores obstáculos para a fluência de inglês são a ausência de vocabulário e as consequentes pausas e hesitações. Isto geralmente ocorre porque você tem uma ideia mas não é capaz de expressá-la em inglês, o que pode ser bastante frustrante. Portanto, se você não sabe uma palavra em particular, tente pensar em um modo alternativo de expressar a sua ideia.

Veja o exemplo: em um dialogo sobre culinária, meu aluno não sabia a palavra em inglês para cebola (onion), e ao invés disso ele falou “the white vegetable that when you cut it you cry” (o vegetal branco que ao cortar você chora) – foi uma descrição perfeita, e eu entendi exatamente o que ele quis dizer!

O mesmo vale para frases em inglês. As vezes você quer falar algo de um certo modo porque você está traduzindo diretamente da sua língua nativa, mas você não sabe como construir a frase em inglês. Claro que aprender a pensar em inglês vai ajuda-lo a evitar este problema, mas também tente ser mais flexível e pense em maneiras diferentes de transmitir a mesma mensagem. Os falantes nativos também tem mais de uma forma de dizer a mesma coisa – observe, por exemplo, as diferentes formas de se dizer “hello” e “goodbye” em inglês.


8) Que tal falar sozinho?

Esta é uma forma realmente EXCELLENTE para desenvolver a fluência e aumentar a sua autoconfiança. Não há pressão para soar perfeito e ninguém mais irá ouvir os seus erros.

Para ideias de conversação, vá neste site e escolha um tópico. Depois pratique responder estas perguntas conversando com você mesmo em voz alta.

 

 9) Não pense tanto na gramática e não se preocupe com erros.

Um dos maiores bloqueios mentais para estudantes de inglês é ficar nervoso ou com medo de cometer um erro – ou ter vergonha se não falar perfeitamente. Lembre-se: comunicação é MUITO mais importante que a perfeição.

Veja este exemplo: imagine que alguém diz  “Yesterday I go to party in beach.”

A frase está incorreta, o correto seria “Yesterday I went to a party on the beach.”

Porém, mesmo com os erros, a frase transmite a mensagem completamente!

Claro que com o tempo você vai começar a corrigir os seus próprios erros – mas para diálogos do dia a dia, relaxe e lembre-se que erros não são fatais, o importante é se comunicar.

 

 10) Nunca desista … não pare de aprender!speak

Eu já tive vários alunos que estudaram por poucos anos, e depois param…depois começam de novo, depois param por um longo tempo, e então recomeçam…talvez você,

Inconscientemente, já tenha feito isso. O problema é que gera um efeito sanfona, e você perde o progresso que tinha feito anteriormente e para se tornar realmente fluente é preciso de mais tempo.

A boa noticia é que não é necessário ser gênio para falar fluentemente em inglês – você só precisa de disciplina para se dedicar e praticar de forma consistente…se você fizer isso, você irá com certeza atingir o seu objetivo.

 Texto original: Espresso English, autoria Teacher Shayna Oliveira

Traduzido por: Teacher Renata Gazola

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Como professora e amante da língua inglesa, quando me deparei com esta frase como título de um post em outro blog, logo me chamou a atenção. Fiquei curiosa e fui ler. E encontrei um texto muito interessante e muito consciente escrito por um estudante de engenharia, o Paulo Ribeiro. O rapaz fala com muita propriedade a respeito de formas de aprendizado e dá dicas valiosíssimas  para quem precisa aprender inglês, ou aprender qualquer outra habilidade.

Gostei tanto do texto que decidi compartilhar por aqui, aproveitando para ressaltar que apesar de longo o texto é interessantissimo e eu super concordo com o que foi escrito. Acredito que somos sim capazes de aprender, mas que precisamos realmente priorizar isso, e uma das formas de priorizar é tentar se conhecer como aluno, e começar a perceber o que funciona ou não com você.

Segue um trecho do texto dele. Clique na imagem para ler o texto integral no site de origem.

papodehomem

Fonte: Blog Papo de Homem

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Sem fiscalização, empresas prometem milagre na disputa por clientes

Por Grasielle Castro

Fonte – Correio Braziliense

“Aprenda inglês em 30 dias, esqueça as legendas.” Nessa promessa, há mais do que outro curso de línguas: um mercado que movimenta mais de R$ 6,5 bilhões por ano. O segmento de cursos de treinamento e aperfeiçoamento profissional, em franca expansão, segundo dados da Associação Brasileira de Franschising, conta com mais de 13 mil unidades, em todo país.

Os números, porém, podem ser bem maiores, já que a entidade só leva em conta o registro das franquias. A relação direta entre a realização de eventos como a Copa 2014, a Olimpíada 2016 e o aquecimento do mercado de trabalho impulsionou a proliferação desse tipo de escola, que diz oferecer excelência tanto nos cursos de línguas quanto nos de secretariado e informática.

Apesar do aumento de 88% no número de redes nos últimos sete anos, não há fiscalização específica. O Ministério da Educação e a Secretaria de Educação do Distrito Federal destacam que não têm a competência de regular este tipo de curso. A legislação brasileira estabelece que os cursos de treinamento e de educação são apenas para aperfeiçoamento e atualização do trabalhador, sem prever critérios mínimos de qualidade e necessidade de credenciamento. Muitas deles não exigem pré-requisitos na formação dos professores, não têm infraestrutura, critérios pedagógicos e nem oferecem material didático de qualidade.

A situação se complica, porque há cada vez mais gente interessada no aperfeiçoamento profissional rápido. Pesquisa realizada pelo Programa de Administração de Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA), com moradores de São Paulo, mostra que os gastos com educação são os que mais pesam no orçamento e chegam a superar as despesas com alimentação: 21,8% ante 20,4%.

O diretor executivo da Associação Brasileira de Franchising, Ricardo Camargo, acrescenta que o crescimento do setor também favoreceu as classes emergentes. Segundo ele, devido à concorrência, houve um barateamento dos cursos, ao mesmo tempo em que se verificou um aumento substancial na renda da classe média, que é quem mais procura por esse serviço. “Esse movimento tem atingido também cidades pequenas, com cerca de 100 mil habitantes.”

Treinamento

Camargo diz que esse é um setor que caminha com a mudança da configuração do país. “Antes, nós tínhamos multinacionais estrangeiras. Agora, temos empresas brasileiras se transformando em multinacionais. Isso significa que, mesmo dentro das nossas indústrias, há necessidade de mais treinamento e de um segundo idioma para esse processo de internacionalização e da globalização. Vemos ainda a Copa interferindo, com algumas redes lançando módulos especiais de treinamento para motoristas, atendentes”, destaca. Ele afirma que as redes firmam compromissos com governos e associações para garantir melhor atendimento em períodos de alta frequência de turistas.

O problema é que não há como comprovar essa garantia. O assunto preocupa inclusive quem trabalha no setor. A superintendente acadêmica de uma escola de inglês Isabela Villas Boas ressalta que muitas das promessas feitas pelos donos dessas instituições de ensino não são plausíveis.

A mais comum é a de tornar o aluno fluente no idioma em pouco tempo. Ela destaca que, quando essa propaganda é feita, é preciso dizer qual inglês será oferecido nesse espaço de tempo. “A carga horária exigida internacionalmente para o básico é de 200 horas. Isso significa pelo menos sete horas de aula por semana ao longo de seis meses. Eles têm essa carga horária? Mesmo que tenham, há que se considerar o tempo para a aquisição ocorrer. Aquisição de língua estrangeira não é algo tão linear assim e depende de uma série de fatores. Não há milagres”, frisa.

“A carga horária exigida internacionalmente para o básico é de 200 horas. Isso significa pelo menos sete horas de aula por semana ao longo de seis meses”
Isabela Villas Boas, superintendente acadêmica 

» O que diz a lei

Os cursos de educação e treinamento são considerados cursos livres, portanto não passam pelo crivo do Ministério da Educação. Esses cursos não possuem legislação específica. O decreto 5.154, de 23 de julho de 2004, e a lei 9.394, de dezembro de 1996, estabelecem apenas que essa modalidade de ensino integra a educação profissional, porém não formal. Não há especificação de carga horária e organização. O papel principal é de atualizar e qualificar o profissional. Por serem livres, é vetada a emissão de diplomas. Também não há necessidade de autorização para funcionamento nem de reconhecimento do Conselho Nacional de Educação. Nesta categoria, estão cursos como os de idiomas, de informática, segurança, webdesign e secretariado.

Acabei caindo em um golpe 

Eu me matriculei em um curso on-line com a promessa de aprender inglês em oito semanas e não aprendi nada. Paguei R$ 2,7 mil para cair em um golpe! Como estou desempregada, achei que seria uma boa ideia para melhorar o meu currículo, mas, logo que as aulas começaram, vi que não ia dar certo. Entrei em contato com o curso, mas eles insistiram para eu continuar fazendo as aulas.

Procurei o Procon e a Justiça e tive um desgaste sem tamanho. Foi assim que eu descobri que não tem fiscalização nenhuma, por isso essas empresas fazem o que querem. Eles têm assessoria jurídica, então o cliente fica perdido. O contrato dessas empresas é muito benfeito e já prevê essa situação.

Quando eu conto a história, as pessoas ficam indignadas e me perguntam como eu caí nessa. Eu fui ingênua, acreditei na propaganda. Até porque eles diziam que devolveriam o dinheiro. Hoje, estou lutando para receber o que paguei. Vou ter que fazer o curso de novo e, se devolverem o dinheiro, vão devolver como eu paguei, em várias parcelas.

R.P., 34 anos, moradora de São Paulo, que preferiu não se identifica

Padrão internacional
A regulação dos cursos livres acaba sendo feita pelo mercado, já que não há legislação espefícifa para o setor. “A comunidade começa a perceber onde os alunos obtêm resultados bons e onde não obtêm. Os exames internacionais de proficiência também são balizadores do resultado do ensino”, destaca a superintendente acadêmica de uma escola de inglês Isabela Villas Boas.

No caso do inglês, o Conselho Europeu tem um documento chamado Common European Framework of Reference for the Teaching of Foreign Languages (Quadro de referência para ensino de línguas do Conselho Europeu), que define níveis de proficiência e competências que o aluno deve ter em cada um. Algumas instituições brasileiras seguem esse protocolo. E escolas de outros idiomas, como francês e espanhol, também costumam seguir padrões internacionais de ensino. Outro fator determinante para demonstrar a qualidade de uma instituição é a emissão de certificados com validade em outros países, como Diplomas de Español como Lengua Extranjera (DELE), para o espanhol, e o Test Of English as a Foreign Language (Toefl), para o inglês.

O professor de Letras da Universidade de Brasília Gilberto Chauvet, acrescenta que o corpo docente dos cursos de idioma tampouco passa por nenhum aval. “Como não há fiscalização do Ministério ou da Secretaria de Educação para abrir uma escola, qualquer um pode ser professor”, critica.

Gilberto reforça que, como não há fiscalização nem exigência de formação dos professores, o salário também é baixo. Segundo ele, quando uma pessoa for procurar um curso, vale ficar atento ao valor da hora aula. “Se a escola paga bem, ela pode exigir mais do professor, pedir dedicação exclusiva, um currículo mais completo. É importante que o aluno saiba quem vai lecionar, onde a pessoa se formou.”

O Departamento Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor do Paraná aconselha a população a ficar atenta ao contrato e a guardar os recibos de tudo que foi gasto, assim como a explicitar no documento o que foi combinado verbalmente. O órgão também recomenda assistir a uma aula antes de assinar o contrato, para verificar se o curso atende as expectativas. Apesar de não ter legislação específica, os serviços são protegidos pelo Código de Defesa do Consumidor.

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Estou super feliz de compartilhar com vocês o meu texto que foi publicado na Revista Sintonia Universitária:


Para quem quiser ver a edição digital da revista, clique aqui.

Segue o texto na íntegra:

Todos os dias recebo emails de adultos e jovens adultos preocupados em melhorar seu inglês “para ontem”. São pessoas com boa formação, pós-graduados, com extensa carga horária em estágios e cursos em suas respectivas áreas, que desabafam: “perdi uma ótima oferta de emprego por não ser fluente em inglês” ou “preciso melhorar meu inglês até o dia X para ser promovido”, dentre outros.

Como não existem receitas mágicas para se aprender uma língua estrangeira, veremos aqui as desculpas mais comuns que levam as pessoas a buscarem justificativas para não estarem em dia com o idioma. Todos nós já ouvimos , vez ou outra, alguém usar alguma delas. Portanto, é importante buscar informação para prevenir que essas desculpas venham a atrapalhar seu sucesso profissional, pois logo quem estará no mercado de trabalho é você.

1 – “Quando eu me formar eu vou ter mais tempo para me dedicar ao inglês”

O maior erro é achar que depois da faculdade as coisas estarão mais calmas e será mais fácil se dedicar ao inglês. Ledo engano. Você estará mais empenhado em procurar emprego, participar de entrevistas, processos seletivos que em alguns casos serão em outras cidades. Se conseguir um emprego rápido, será hora de se adaptar a nova rotina, participar de treinamentos, se dedicar, trabalhar horas extras, fazer cursos pela empresa, viajar a trabalho e sua rotina fugirá ainda mais ao controle.  Além disso, as melhores vagas de trabalho serão ocupadas por aquele seu colega da graduação que já estudava inglês desde que era calouro.

2 – “Faço um curso nestas escolas de inglês em 12 meses”

Não se deixem enganar pela mídia, não existe fluência em apenas 12 meses. De acordo com a Cambridge Esol(*) são necessárias de 1000 a 1200 horas de estudo para se tornar fluente em inglês. Isto significa estudar 3,5h de inglês por dia durante um ano sem direito a feriado! Além de logisticamente impossível, é também didaticamente inviável pois o nosso cérebro precisa descansar para melhor processar as informações recebidas.

O ideal é fazer um curso com uma média de 3horas semanais e se dedicar em casa mais 3horas semanais, totalizando 120horas por semestre. Durante este período, é possível absorver o idioma de forma mais natural e duradoura.

3  – “Só consigo aprender inglês fluente se morar fora”

Viajar, experimentar uma nova cultura, observar como os hábitos das pessoas são diferentes no dia a dia é acima de tudo uma experiência enriquecedora, mas não é o “único” jeito de aprender inglês.

O grande trunfo de morar fora é ter uma imersão de 24h por dia de inglês: na escola, na TV, na família que te hospedou, nas lojas, restaurantes, etc. O grande perigo é achar que apenas “ir” é o bastante e não se dedicar. Mesmo estando lá, é necessário se envolver nas aulas, participar, praticar em casa e tentar interagir com o máximo de pessoas possíveis.

Muitos brasileiros viajam para estudar e acabam por fazer amizades com outros brasileiros, diminuindo assim seu tempo de exposição ao idioma. Além disso, é preciso manter contato com o idioma quando retornar ao Brasil caso não queira esquecer tudo o que aprendeu.

4 – “Ainda não achei um bom professor nativo”

Muitos alunos procuram professores nativos pois acham que eles sabem mais. O perigo, nesse caso, é cair nas mãos de alguém que é fluente no idioma mas sem conhecimento de didática, metodologia e psicologia da aprendizagem de forma a não saber montar uma estratégia que a aquisição do idioma. O motivo aqui é simples: todos os brasileiros são fluentes em português, certo? Mas será que isso torna todos nós aptos a ensinar português? Claro que não.

Um bom professor deve ser escolhido a partir da sua formação, experiência e comprometimento com o idioma. Muitos “nativos” sem formação na area, apenas dão aula de inglês para ganhar um “extra” e largam o aluno tão logo consigam um emprego estável na sua área de formação.

Claro que há bons professores nativos, são os que já ensinavam inglês nos seus países de origem, que tem formação em linguística e já dão aula há bastante tempo.  Assim, como há ótimos professores brasileiros, que além da qualificação contam com um diferencial que nenhum nativo tem: a experiência de alguém que tem o português como língua mãe e que precisa aprender inglês. Esta experiência oferece um ponto de vista diferente na hora de ensinar, pois ele entende exatamente a dificuldade do seu aluno.

5 – “Não tenho dinheiro, estudar inglês é caro”

Há varias formas de aprender inglês e cada uma delas tem custos diferentes. Antes de escolher a forma de aprender, o importante é lembrar que estudar inglês é um investimento e não um gasto. Como todo investimento, a melhor aplicação agora trará melhores resultados no futuro.

Para quem gosta de aulas em grupos, há escolas que atendem a todos os públicos e bolsos. Para quem prefere professor particular, fazer uma dupla ou trio melhora o custo/benefício. Muitas faculdades de Letras oferecem cursos de inglês para a comunidade em geral como forma de “treinar” os futuros professores, e há ainda programas do governo estadual e municipal.

Por último, se você é realmente disciplinado, é possível ser um autodidata em inglês. Usando a Internet a seu favor, o que não faltam são sites, blogs, vídeos e canais de bate papo para aprender inglês.

6 – “Não tenho tempo para estudar inglês agora”

Tudo na vida é questão de prioridade. Então, primeiro de tudo, liste as suas prioridades atuais e coloque-as em ordem de importância. Se o inglês for uma de suas prioridades, vamos para o segundo passo: organização. É nesse momento que você vai estabelecer um cronograma de estudos e estabelecer um horário para o inglês.

Fora as aulas, separe pelo menos de 15 a 30min diários para manter contato com o idioma. Este tempo pode ser usado de diversas formas: reveja o que foi visto em aula; faça tarefa de casa; treine o ouvido com uma música e a respectiva letra; assista a um episodio de uma serie em inglês anotando as expressões novas que escutar; leia sites ou blogs em inglês, entre outras. O importante é manter contato com o idioma o mais intensamente possível, sem impactar muito a sua rotina. Afinal, o que são 15 minutos diários se inglês realmente for sua prioridade?

 7 – “Quero fazer só conversação”

Alguns alunos nos procuram querendo “só conversação”. O que é viável se o aluno já estiver num nível mais avançado do idioma e precisar apenas mantê-lo ou ampliar sua habilidade de se comunicar oralmente. Caso contrário, um curso de “só conversação” é uma auto-sabotagem. Se o aluno ainda está num nível básico, a conversação acontecerá no nível básico, utilizando construções simples e temas objetivos. Um aluno de nível básico não tem ainda material linguístico suficiente para desenvolver discussões argumentativas ou explicar o passo a passo detalhado do funcionamento de uma máquina por exemplo. Falta a este aluno base gramatical, vocabulário e principalmente falta a ele a habilidade de pensar em inglês, e esta habilidade só vem com o tempo e com a prática contínua. Lembram das 1200horas para se tornar fluente sugeridos pela Universidade de Cambridge? São estas atividades que vão contribuir para acelerar estas horas e consequentemente tornar o aprendizado mais rápido e produtivo.

 E então, se identificou com algum dos pensamentos acima? Caso negativo, parabéns! Acredito que vc já esteja aprendendo inglês e portanto, já tem vantagem em qualquer processo seletivo. Agora, se você já usou uma ou mais das desculpas acima para adiar o seu aprendizado de inglês, está na hora de rever seus conceitos e começar a correr atrás do tempo perdido. Uma boa dica é conversar com os colegas que já estudam inglês e tentar perceber o que funciona para eles. Outra idéia é conversar com professores e comparar os diferentes métodos, sempre levando em conta a postura profissional deles. Escolha o que mais vai de encontro a suas expectativas e se dedique bastante! O retorno com certeza é garantido!

 

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